MAPA DO LUXO
(veja postagem antiga sobre a visão de economia política)
Novamente a abordagem sobre a economia política e uma crítica ao luxo supérfluo e desnecessario, neste caso falando sobre a especulação que se cria sobre certos artigos. Continua muito atual a observação, e o comentario de Morel deixa ainda mais contextualizado à realidade brasileira o problema.
Trecho extraído do livro “Sistema das Contradições Economicas ou Filosofia da Miséria” de Proudhon (tradução e nota, José Carlos Morel).


A organização sindical da Federação Operária de São Paulo, denunciando e combatendo a política plutocrata do transporte “público” que fecha os metrôs aos domingos e feriados para os moradores da periferia (Capão, Campo Limpo, Vila das Belezas…). Mostra uma certa semelhança na concepção de que as coisas mais básicas e necessárias não são luxos. Se o trabalhador já sofria com a lotação e demora de ônibus aos fins de semana, os moradores da periferia vêem-se privados dos serviços básicos que são os metros aos domingos e feriados.
Fonte: http://br.geocities.com/fospcps/cmanarca/cma_006.html
”TODO DIA É DIA DE METRÔ!(No Capão, Campo Limpo, Vila das Belezas, Jd. Ângela, Guarapiranga,Cidade Dutra, São José…)
- PELA ABERTURA DO METRÔ NOS DOMINGOS E FERIADOS!
- PELA INTEGRAÇÃO TOTAL DOS TRANSPORTES!
(PELO FUNCIONAMENTO EM TEMPO INTEGRAL DAS PONTE ORCA!) (PELA AMPLIAÇÃO IMEDIATA DAS LINHAS DO METRÔ!) (PELA RENOVAÇÃO DOS CARROS E MANUTENÇÃO DO SISTEMA! – POR UM TRSNPORTE DE QUALIDADE E SEGURANÇA!
-TRANSPORTE É DIREITO NÃO É LUXO! (R$ 2,30 É ROUBO!)
Você não precisa de transporte nos fins de semana? Todo domingo tem que ficar horas esperando o busão, que já chega lotado! Fechar o Metrô nos domingos e feriados é desfaçatez dos políticos e dos empresários.
SÓ ELES LUCRAM COM ISSO!
Para ir a qualquer lugar tem que pegar 2, 3 conduções… e tem la família… e tem a volta! Quer dizer trabalhador já é arrochado no salário, tem que apertar o cinto no consumo de coisas básicas, chega no fim de semana aí temos que pagar mais imposto para os empresários do transporte, que é um direito do cidadão! E eles lucrando nas nossas costas!
Os políticos então? Toda eleição falam em melhorar o transporte, em integrar ônibus, trem e metrô… mas isso é só discurso para ganhar voto! O atual governador por exemplo se dizia pela integração dos transportes, prefeito e governador são aliados, quer dizer: fazem coisas juntos. Mas isso não eles fazem! Nem a “Ponte Orca” – que integra trem e Metrô funcionam nos fins de semana, e durante a semana só até as 21 hs! Por que isso?
- PELA ABERTURA DO METRÔ NOS DOMINGOS E FERIADOS!
- PELA INTEGRAÇÃO TOTAL DOS TRANSPORTES!
(PELO FUNCIONAMENTO EM TEMPO INTEGRAL DAS PONTE ORCA!) (PELA AMPLIAÇÃO IMEDIATA DAS LINHAS DO METRÔ!)
(PELA RENOVAÇÃO DOS CARROS E MANUTENÇÃO DO SISTEMA!)
- POR UM TRANSPORTE DE QUALIDADE E SEGURANÇA!
-TRANSPORTE É DIREITO NÃO É LUXO! (R$ 2,30 É ROUBO!)
LUTA CONTRA A CARESTIA E lUTA PELA MELHORIA DO TRANSPORTE, ORGANIZADOS, LUTAMOS!
Viva SINDIVÁRIOS, FOSP, FORGS, COB, ACAT E AIT!”
Fonte: http://br.geocities.com/fospcps/cmanarca/cma_006.html
Olha só que sem vergonha, uma conferência da indústria do luxo. Com a presença de palestrantes socialites e proprietários como Armani. olha só um trecho: “Esta Conferência visou discutir o futuro do segmento de Luxo no mundo, refletir sobre as dificuldades que esta indústria enfrenta e….” HAhahahahhaha, dificuldades que esta indústria enfrenta?! Olhe no link:http://www.gestaodoluxo.com.br/conferencia/conferencia.htm
O trabalho foi proposto dentro do contexto da cidade e tem como tema LUXO.
Digamos que o tema dado assim só como um tema urbano não esclareceu muito a proposta e mesmo tentando buscar melhor o sentido da aula com alunos que vieram naquela em que faltei achei que não está muito embasado de conteúdo acadêmico o estudo.
Mesmo assim, sem tirar o corpo fora, a reflexão e a intenção de fazer uma peça de comunicação que passe alguma mensagem e/ou conteúdo levou o colega Henrique a propor uma experiência documentada de provocação lúdica. Provocar uma situação inusitada com a presença de um lumpem proletário nos ambientes mais burgueses e aristocráticos de São Paulo, seu trabalho pode ser conferido no seu blog luxuoso (clique aqui).
Eu de minha parte, observando as contradições hipócritas da economia/política capitalismo e levando em conta a concepção popular e vulgar da palavra tanto como a concepção acadêmica e clássica. Pretendo criar dentro do blog um conjunto de peças de comunicação que assim como a intenção do Henrique, coloque as contradições do capitalismo e a guerra de classes em pauta.
De início e como proposta que cativou a disposição do colega Marcel, propus a releitura focada de uma parte da obra “sistema das contradições economicas ou filosofia da miséria” de P. J. Proudhon, socialista francês cuja importância não cabe ressaltar aqui neste contexto. Como resultado das minhas reflexões iniciais (que no momento dou como perdidas junto com o blog antigo), achei válido ponderar que, mesmo que o luxo libidinoso, fútil, ostensivo, supérfluo e sem mérito da burguesia plutocrata capitalista ser o próprio sinal da miséria e do disperdício, da distribuição injusta e parasita do capitalismo irracional e genocida. Considerando ainda que atualmente, aqui na América Latina, ele é rotina esbanjadora para uns enquanto é quase inexistente para outros que moram do lado. Vendo do ponto de vista do pobre, o luxo existe enquanto luxo relativo à sua condição. Em outras palavras, para o pobre é um luxo se ele conseguir passar uma hora de seu dia com a sua filha ou tomar uma cervejinha e jogar um baralho etc…
Está constatação não é meramente autorizada por um jogo de palavras, não pretendo deixar a determinação do que é luxo em suspenso nem começar uma definição metafísica do conceito, pelo contrário. Mas é prudente contemplar a sabedoria vulgar do uso cotidiano das palavras e buscar uma definição ou concepção que contenha algo de propositivo.
Sendo os palácios e os prédios, os automóveis, as mansões do Caribe assim como praticamente todos os artigos de luxo produzido por trabalhadores assalariados que não tem acesso aquilo que produzem, os que almejam uma sociedade justa, de igualdade e liberdade, pretendem que sendo o luxo um gozo dos produtos mais elaborados e dispendiosos que o luxo seja correspondente a um esforço, um trabalho que o trabalhador, confiante na recompensa luxuosa trabalhe além daquilo que for necessário para cobrir suas necessidades mais básicas e primordiais ou seja dos produtos mais indispensáveis e biologicamente necessários, para se dar ao luxo de trabalhar além daquilo que sua existência meramente biológica animal determina.
Atualmente o trabalho não significa necessariamente retribuição, e assim o luxo está posicionado como um privilégio despótico para o rico e para o pobre não é garantido que seu trabalho resulte em coisa alguma para ele e sua família, de forma que o sujeito pode trabalhar 12 horas por dia enriquecendo o patrão e nem sequer garantir a existência biológica animal mais básica para si mesmo e para os filhos. Normalmente é jogado na rua depois de trabalhar 20 anos e não possui nada equivalente aquilo que produziu.
Qualquer trabalhador honesto não quer receber mais do que produziu, mas também não quer receber menos. O luxo, sob este ângulo, é injusto porque o playboy e a madame não trabalharam para merecê-lo e mesmo assim se jubilam, mas nenhum pobre acha realmente que ele pobre e sua família não têem o direito de gozar de certos luxos que hoje praticamente não conhecem, isso precisamente porque se o luxo fosse reconhecido como um gozo que resulta de um esforço, de um trabalho a mais, este luxo, justamente merecido seria o símbolo ou a significação de trabalho acumulado, de associação humana e produção de artigos elaborados que carregam a herança da humanidade procurando coisas cada vez mais perfeitas e melhores, frutos de esforços e descobertas de muitas gerações. O luxo ao invéz de ser o casal da miséria, contradição inerente ao capitalismo, seria um gozo do trabalho associado e perfeitamente correspondente a uma produção e distribuição equivalentes, o luxo seria um avanço da sociedade e da economia que sendo resultado do esforço e trabalho associado e evoluido das pessoas teria que ser também um gozo associado e correspondente para todos os da sociedade.
Agora que acredito ter exposto, mesmo que superficialmente uma concepção do conceito luxo que vale tanto para a presença atual no capitalismo, como numa possível sociedade baseada na igualdade social, vou entrar na releitura da obra que possui muitas semelhanças, eu diria até mesmo identidade, com a minha concepção da coisas.
A pesquisa de campo por sua vez será, e já está sendo realisada na cidade de São Paulo com uma câmera e assim será veiculada no blog.
Peço à qualquer um(a) que tenha qualquer coisa a acrescentar, criticar ou corrigir que por favor acrescente um comentário.
O estudo de Proudhon era relativo à economia, e a contextura do texto talvez seja estranha ao acadêmico de comunicação social, porém faço saber que a busca de definições precisas e de conceituações claras e inteligíveis acompanha o trabalho do mestre que busca extrair de toda a conversa fiada dos economistas algo de verdadeiro, uma verdade que desmistifica toda a contradição da chamada economia política defensora da propriedade. ”onde há contradição, há iminência de solução e de harmonia”
No capítulo VII “quinta época -a polícia ou o imposto”
“(…)Quais são, em linguagem econômica, os produtos de luxo? São aqueles cuja proporção na riqueza total é a menor, os que vêem por último na série industrial e cuja criação pressupõe a existência de todos os outros. Deste ponto de vista todos os produtos do trabalho humano foram, e por sua vez deixaram de ser, objetos de luxo, porque por luxo não entendemos outra coisa senão uma relação de posteridade – seja ela cronológica, seja comercial – nos elementos da riqueza. Luxo, em uma palavra, é sinônimo de progresso; é, a cada instante da vida social, a expressão do máximo de bem-estar realizado pelo trabalho e ao qual é de direito tanto quanto de destino que todos nele cheguem. (…)”
em breve acrescento mais coisas que o mestre falou sobre o assunto.


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